sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Enfim já passou...Mas eu vivi!



    Pois é, penúltimo dia do ano e cada vez mais me convenço de que os dias estão passando rápido demais. Ontem estava escrevendo sobre as maravilhas do meu 2010 e quanto 2011 seria incrível para mim... 
    Não posso dizer que foi incrivelmente bom, pois muitas coisas aconteceram, e nem todas foram do meu agrado. Zanguei, sofri, chorei, fiz chorar. Assim como disse esse ano seria (e foi) muito intenso. Sentimentos e relações diferentes surgiram, desapareceram, ressurgiram, se perderam, e tudo isso de forma muito forte e com mínimo tempo de recuperação. Quem dera poder simplesmente dizer que tudo isso já passou, mas nem tudo, apenas algumas coisas menos importantes.
    Poderia ficar falando de tudo o que me ocorreu, porém prefiro me ater naquilo que as pessoas mais pedem no final do ano: dinheiro, amor e (pelo menos eu peço) cada vez mais união na minha família. Mas vamos por partes.
   Minha vida financeira foi meio louca, nada fácil, mas no geral foi bom. Ganhei um emprego (tá estágio), e tive minha primeira experiência profissional. Tudo muito novo, mas muito positivo. Passei a olhar muita coisa de forma diferente, passei a me portar de forma diferente, a me enturmar de forma diferente. Descobri o que uma amizade profissional, e que ela pode romper esse limite de trabalho. Conheci novas pessoas, novos olhares, novas conversas. 
    Na família cada vez melhor. Mais um membro nessa minha Grande família que agitou com todo mundo. Mas o principal está aí: por mais que as dificuldades apareçam, que nem sempre concordemos uns com os outros, que as vezes discutimos, sempre ficamos juntos. Cada vez mais sinto que somos um por todos e todos por um!
   E finalmente no amor. Ano de difíceis decisões. Perdi alguém mais do que especial, pois sou fraco e medroso admito. Fiquei com uma raiva imensa e um peso de culpa misturado com saudade maior ainda. Não, na verdade não consegui ter realmente raiva, ela sempre esteve certa, era o melhor para aquele momento. Muitas pessoas opinaram, criticaram, elogiaram, enfim "se meteram" na minha vida sentimental, mas nenhuma realmente entendeu o que passou aqui dentro. Depois de muito pensar e repensar passei a ver a relação entre duas pessoas de forma mais leve, clara, realista e sucinta (como gosto e prefiro ver tudo o que se passa na minha vida), algo sem necessidades, mas sim com acréscimos. Não precisamos de outra pessoa para viver, para isso temos água, comida, oxigênio e Deus. Mas gostamos quando alguém nos faz sorrir, nos faz sentir bem com ela. E é assim que começarei 2012, sem necessidades, e sim um bem-querer.
    Não vou falar que foi o melhor nem o pior ano da minha vida, por enquanto o mais intenso, o mais vivido. Sim vivi, e não parei, não descansei, e talvez esse seja o meu maior desejo para esse ano novo, descanso, para o corpo, para a mente e o coração. 
    Desejo que esse 2012 venha repleto de coisas boas, não aquelas todas que as pessoas desejam sempre, mas aquelas que precisamos e que pretendemos aproveitar da melhor maneira. 2011 enfim já passou...agora é esperar e viver 2012!

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Inquietação.

    É, tentei não escrever mais, mas não consigo, é maior o impulso. Talvez seja porque não consigo falar aquilo que escrevo, não encontro ouvidos, nem vontades de me me ouvir, nem vontade de falar, nem força para falar, só escrever é o que me resta...
    Sempre fui muito agitado, nunca consegui esperar muito ou simplesmente ficar quieto em algum lugar. Mas atualmente minha inquietação tem aumentado muito. Não sei bem explicar porque, talvez até saiba, mas prefiro acreditar em alguma coisa menos complexa. Tenho a impressão de tudo está complexo demais inclusive, eu, as pessoas, tudo parece estar de cabeça para baixo. 
    Acho que esse louco descontrole sobre minha calma se dá pelo fato do ano estar próximo do fim...ainda bem. Não quero fazer balanços agora, esse ano ainda não terminou e ainda dá tempo de piorar, queria que não, mas dá. 
    As vezes vejo pessoas com sua vida aparentemente tão resolvidinhas e prontas, dá uma ponta de inveja, quando penso que está tudo no lugar, vem tufões que derrubam tudo e me vejo tendo que arquitetar tudo de novo. Tentei me distrair, me abstrair temporariamente de mim mesmo, mas é tudo apenas temporário, temporário, sempre esse tempo, esse mal do mundo, que nos prende nele involuntariamente e nos amarra tornando-nos dependentes dele, até para esperar, para ficar de bobeira, dormir, comer, e até para amar ou desamar.
    Enquanto espero por algo ou alguém, vou continuar me distraindo. Ainda bem que tenho chocolates e uma linda bruxinha de olhos verdes e um nariz que balança lindamente, um bom livro e um fone de ouvido, eles tem sido meus melhores companheiros de inquietação, ou ilusão, ou não sei, acabou minha criatividade para exemplos, o melhor agora é dormir... 

domingo, 24 de julho de 2011

Pela Janela eu Ainda Sonho



    Faz tempo que não coloco pra fora o que está preso na cabeça, minha garganta, meu coração.
    Aqui virou um lugar no qual encontrei liberdade para expressar tudo aquilo que não para na cabeça. Porém preciso dar um tempo, pois preciso colocar essa cabeça no seu devido lugar, reorganizar meus pensamentos, meus sonhos. Esses últimos dias me fizeram olhar coisas que não tinha olhado, me deparar com impressões novas, situações em que pude tirar novas conclusões sobre mim mesmo.
    Dia do amigo, que data especial para se comemorar aquelas pessoas tão especiais na nossa vida. Não sei se por coincidência, que é uma coisa na qual não acredito muito, mas me aproximei ainda mais do meu grande amigo/irmão Lucas. Esses dias conversando com ele, pude notar o verdadeiro valor de um amigo. Percebi que um amigo mesmo não precisa estar o tempo todo com você, mas apenas precisa valer a pena sua companhia quando se pode.
    Reais férias na faculdade, que coisa boa. Um semestre muito complicado, dentro e fora da sala de aula. Parece que tudo combinou para tornar essa primeira metade de 2011 terrivelmente complicada. Alguns dos mais intensos momentos da minha vida ficaram nesse tempo. Os mais felizes talvez, e muito tristes também. Descobri os verdadeiros valores de um sorriso e de uma lágrima. Vivenciei essa beleza que é o mais belo sorriso, e a dor da mais triste lágrima. Senti muito do que nunca pensei que sentiria na minha vida. Vivi momentos que tanto esperei e que nunca esperava. Mas posso dizer que vivi, não parei.
    Agora todo esse primeiro momento de 2011 acabou com a mais perfeita conclusão. Tive um momento muito especial com Deus estes dias. Momento no qual senti uma grande solidão, que foi completamente tomada pela imensa presença Dele. Esse momento foi o mais intenso que já passei. Cantei as mais lindas músicas com lágrimas nos olhos, e senti o que é cantar com o coração. E em cada lágima derramada, mais e mais vinham em meus olhos, pensei que nunca mais iria parar de chorar, nunca tinha passado por isso. Talvez precisasse descarregar tudo o que vinha pesando dentro de mim. Cada lágrima terminava num sorriso, em uma enorme sensação de bem estar, pois senti que Ele enxugava cada uma. Cada sorriso era de uma certeza de que não era mais o mesmo, vinha de novas decisões e rumos que apareciam pra mim.  
    Por isso preciso reorganizar minha cabeça. Aqui apesar de me aliviar, me traz recordações, um pouco doloridas, e que preciso entender melhor o valor de cada uma. Preciso entender melhor tudo o que aprendi, o que vivi e que sonhei.
    Mas apesar de tudo, uma coisa é certa, nunca desistirei daquilo que falei no primeiro texto: meus sonhos.Ainda procuro janelas para poder sonhar um pouco mais. Esse meu mundinho diferente de tudo, onde vejo todos os meus desejos, minhas vontades, minhas memórias. Precisamos viver nossa realidade, porém nunca devemos deixar de sonhar, pois precisamos desses sonhos para correr atrás daquilo que queremos na vida real. 
    Foi bom estar por aqui, quem sabe eu volte, ou não. Só posso dizer uma coisa: Pelas janelas eu ainda sonho  com tudo o que eu quero, com tudo o que eu não quero, com tudo o que eu pensei que queria, com tudo que até eu mesmo não sabia que podia querer sonhar. 
 

domingo, 12 de junho de 2011

Amar alguém!



    12 de junho, dia dos namorados aqui no Brasil. Essa data nunca teve um significado tão grande para mim quanto teve esse ano. Pois é a primeira vez que passo com um alguém em tão presente minha mente, pois agora sei o significado do que é amar alguém.
    Quem olha deve falar "Olha que lindo, é a primeira vez que ele passa o dia dos namorados, namorando alguém!". Engano total. 
    Já passei o dia dos namorados namorando sim, há três anos atrás, com minha primeira namorada. Foi bom, mas o que sentia por ela não passa nem perto do que pude experimentar nos últimos tempos. Namorava, mas não a amava, tinha o compromisso, mas não tinha o sentimento. E nesse 12 de junho estou sozinho, solteiro. Apenas relembrando belos momentos, em que pela primeira (e unica) vez amei alguém. E hoje me vejo com o sentimento, mas sem o compromisso.
    A vida é assim mesmo, nos prega peças, nos deixa sem ação, desfaz os planos que fazemos. Queria poder ter passado esse dia com ela, un angél que apareceu em minha vida, mas que por motivos que não sei detalhar, teve que tomar seu rumo e voar para outros horizontes. Tinha planos de poder tentar surpreendê-la,  me aproximar novamente, mas acontecimentos alheios à vontade de qualquer pessoa novamente me deixaram sem ação, ou pelo menos me expuseram ao medo que me apareceu novamente. Agora terei que guardar sua rosa, para alguma outra ocasião em que talvez eu esqueça esse meu medo. 
    Mas não vim aqui para fazer lamentos, meu coração é que as vezes chega mais rápido às minhas mãos que minha cabeça.  
    Só desejo àqueles que um dia vierem a ler esse texto, que, se caso não o tenham encontrado, um dia possam descobrir esse sentimento tão lindo, puro e intenso chamado amor. Que possam um dia olhar para alguém todos os dias e ver como ela está ainda mais linda. Que possam ter borboletas no estômago, suor nas mãos ao falar com ela. Que possa dar a ela uma flor verdadeira assim como os seus sentimentos. Que possam guardar suas cartas junto com os melhores momentos, as melhores sensações e os melhores sentimentos, mesmo que a vida a leve para caminhos diferentes dos seus. Que possa no futuro falar "um dia amei alguém"!

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Por que as pessoas boas se vão logo?



    Por que as pessoas boas se vão logo? Foi uma pergunta que ouvi hoje. É uma pergunta que desde muito tempo tempo responder a mim mesmo.
    Me deparei novamente com uma situação muito triste hoje, que me fez relembrar de uma das maiores dores que já senti nesses meus poucos anos  de vida: a morte de uma pessoa muito querida. Não o conhecia, nem tinha nenhum grau de aproximação com ele, o que nos ligava eram pessoas amadas, mas suas descrições o fizeram real em minha imaginação. Uma pessoa que trazia alegria para todos os que conhecia, um pai, um avô. 
    As lágrimas e as recordações me levaram há um passado não muito distante, em que o dono dessas lágrimas e lembranças era eu. Em janeiro de 2001, tive a perda mais significativa em minha vida. Perdi meu espelho, perdi meu avô. Aquele que eu tomaria como exemplo para toda a minha vida. 
    Além da sensação da falta, do vazio, o que torna esse momento mais difícil é a sensação de impotência. Me senti um nada diante da força da morte. Demorei muito para me recuperar. O que me fez olhar de novo pra cima e me tornar forte novamente foi saber que tinha alguém que estava pior do que eu, minha mãe. Sei que ela tirou a força de continuar da gente, filhos, e foi por nós que se tornou ainda mais forte, ainda mais viva.
    Essa frase e essas lágrimas foram derramadas por un angel, que se diz de asas negras, mas que ainda sim é un angel. Novamente me senti impotente, de uma forma diferente, mas ainda impotente. Tudo o que pude oferecer foi um ombro, o mesmo ombro que um dia carregou seu sorriso mais lindo e bobo, mas que hoje carregaram suas lágrimas mais doloridas. E tive que novamente me fazer forte, pois a dor pesa muito e as recordações também, mas pelas pessoas que amamos vale a pena aguentar um pouco.
    O que me faz um pouco mais aliviado é saber que que essas pessoas se vão porque tem Alguém que precisa delas mais do que a gente. Sei que elas estão em lugares muito melhores, um lá em cima, ao lado de DEUS, e em outro bem aqui do lado esquerdo do nosso peito, marcados eternamente em nossos corações.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Medo



     Por mais que os dias passem, e eu mude um pouco a cada dia, pude ver que algumas coisas ainda ficaram dentro de mim. Um pouco de um eu não muito distante, resquícios do que eu era, e talvez ainda seja.
     Pensei que por tudo o que tinha passado, teria me tornado mais forte, mais corajoso, mais disposto a encarar os desafios do meu coração. Mero engano. Ainda sou o mesmo menininho medroso de sempre. Aquele garotinho que sempre teve medo de tentar e não dar certo, de falar e levar "nãos", de querer e não conseguir ir mais longe por puro receio das consequências dos seus atos.
     Talvez esse receio já tenha passado desse nível, acho que já se tornou medo mesmo. Mas porque é tão difícil fazer aquilo o que falta saltar do peito, que grita desesperadamente no coração? 
     Tem gente que se diz vazio, por não sentir nada. Sou o contrário, sinto até demais, e isso sufoca. É tão esquisito que quando crio coragem o suficiente para por tudo pra fora, me faltam palavras, gaguejo, me enrolo todo. Falta de costume.
     Meu maior medo é de fazer algo que possa me arrepender depois. Agir com o coração nem sempre é o melhor. Penso muito, muito mesmo antes de fazer algo, e esse pensar normalmente me faz desistir. Desisto não por não possa valer a pena, mas porque talvez seria melhor se tivesse desistido. 
     Esse medo agora que me aparece é semelhante aos de antes, não igual, mas muito parecido. Se antes tinha medo de falar pela primeira vez, hoje meu receio é fazer novamente, e acabar igual. Com certeza se tivesse uma nova chance faria muita coisa diferente, e deixaria de fazer outras coisas também. Pena que não podemos voltar no tempo, e talvez essa seja a maior lição da vida.
 

sábado, 7 de maio de 2011

Simplesmente Mãe


    Mãe, uma palavra tão linda que poderia ficar repetindo o dia todo e não cansaria.
    De uns tempos para cá o meu "minha mãe" tem sido cada vez cheio de sentimentos, pois tenho aprendido a amar essa pessoa cada dia mais.
    Sempre reclamei muito de uma relacionamento distante com ela, nunca conversamos sobre quase nada, sempre tinha algo mais importante para fazer do que dar um colo para mim, sabia de tudo o que acontecia na novela mas não se importava em saber como estava a minha vida. Exagero? Infelizmente não, era bem por aí mesmo.
    Ainda bem que o tempo passa. Hoje está tudo melhor, e vejo o quanto tempo perdi apenas esperando que ela viesse até mim, ela também precisava ser escutada, talvez não entendida, mas escutada. Ela precisava de mim mais do que eu dela.
    Minha mãe, tenho tantos sentimentos para colocar para ela que não caberia nem em milhares de posts. 
    Seu olhar de admiração quando tomo atitudes maduras, sua voz forte quando preciso tomar um choque de realidade, seu cafuné quando encosto minha cabeça no seu colo, seu cuidado excessivo, seu zelo, sua preocupação, seu amor. Mãe.
    Nunca me esquecerei que foi ela que me apoiou nos momentos mais tristes, momentos em que chorei, e ela simplesmente me abraçou, sabia que algo em mim doía, sabia o que era, e simplesmente me abraçou, era tudo o que precisava. Ela sempre tem o que preciso, desde um barbeador até um abraço de conforto. 
    Nunca me esquecerei quando estive ao ponto de perdê-la, dor e sofrimento indescritíveis. Talvez precisasse disso para tê-la realmente como minha mãe. Talvez precisasse disso para relembrar suas longas vigílias noturnas nos hospitais comigo. Sua batalha constante para me ver sempre bem. Sua renuncia para me dar o melhor. Seu jeito mãe, simplesmente MINHA MÃE.
    Poderia continuar a escrever eternamente sobre ela, mas minhas lágrimas já estão escorrendo e não consigo mais escrever. Por isso paro por aqui, mas sem antes dizer que TE AMO MINHA MÃE!!!!!!!!!!

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Aquilo que sou.



   Sempre me pergunto: Afinal, quem eu sou?
   Acho que muitos se fazem essa mesma pergunta todos os dias. Dificilmente devem achar essa resposta. Ou só eu que não a encontro?
   Me paro apenas para me observar as vezes, me avaliar, tentar encontrar uma resposta plausível para tão tenro enigma. E a cada dia vejo que é mais complicado do que imaginava que seria.
   Procuro em minhas ações me descobrir, pois sei que tudo o que faço, mesmo não queira fazer, tem um pouquinho de mim ali. Todas as minhas palavras, minhas atitudes, meus "ois" e "tchaus", meus olhares e meus desejos, minhas tristezas e decepções, meus erros e vacilos, minhas qualidades e defeitos, tudo tem um pouquinho de um eu que quero descobrir diariamente.
   Uma conclusão a que cheguei é que a vida me modelou ao longo do tempo, não por conta de ninguém, mas por mim mesmo. 
   Sou assim, cheio de sonhos, cheio de vontades, um cara que faz mil e um planos para o que quer, um cara que se preocupa com os que ama, um cara que pode até ser chamado de bobo, mas que gosta de servir antes de ser servido, que prefere machucar seu próprio coração ao ver o de alguém quebrado, que não gosta de brigar, que usa seus sentimentos, mesmo que isso lhe cause uma imensa dor depois, que é meio romântico, que não gosta de beijar só por beijar, que não faz sexo só pelo prazer, que valoriza os amigos, que quando diz que ama, ama de verdade (apesar de só ter dito a uma única pessoa), que espera o amor verdadeiro.
   Quem me vê falar assim acha que só vejo qualidades em mim, mero engano, tenho bem mais defeitos do que qualidades. Posso ser egoísta, posso ser um completo idiota, posso falar coisas que ferem, e doem, posso ser um completo cretino, posso ser um cara extremamente racional, posso simplesmente não chorar, posso ter o coração mais duro que um diamante. Talvez não seja tão perfeito assim. Mas esse eu, é um eu que quero apagar, pois só me traz coisas ruins, principalmente porque tenho o terrível dom de usar essas minhas desqualidades com as pessoas que mais amo. 
   Sim, já machuquei as pessoas que mais amo, não porque queria, mas porque sou muito idiota as vezes. A minha cabeça quente consegue fazer coisas terríveis, estragos profundos. Mas tento diariamente matar esse lado de mim que só me traz infelicidade, principalmente porque é um lado de mim que não controlo. Mas quem me conhece e convive comigo de verdade sabe que esse eu ruim só aparece quando estou muito triste, muito decepcionado, muito carente, muito necessitado desses que sem querer acabo machucando. 
   Quem realmente me conhece sabe que meu verdadeiro eu é esse primeiro. Um cara não perfeito, mas que procura ser bom. Tem gente que diz que não tenho amor próprio, mas esse é o meu jeito de me sentir bem, feliz.
   Vivo de situações, de razões, emoções, amor, pensamento, sorrisos, lágrimas, palavras vagas, palavras com as minhas mais sinceras emoções e principalmente de sonhos. Só não diga que sou falso, só não diga que o falei não foi verdadeiro, só não diga que mostro ser uma pessoa que na verdade não sou. Nunca disse que era bom demais.

terça-feira, 15 de março de 2011

Amor...e mais um pouco.



    Em uma das minhas andanças pelo mundo, procurando novas janelas e novos sonhos, me deparei com uma história muito linda, que não me foi contada pela boca, como normalmente se contam histórias, mas sim pelos olhos. Olhos de um casal de velhinhos.
    Recentemente fui visitar um casal de velhinhos que moram perto da minha casa. Não os conhecia, mas fui muito bem recebido. Ao entrar fui recepcionado por uma senhora, aparentemente com seus setenta e poucos. Ela me levou ao quarto, onde pude encontrar seu marido, também aparentava a mesma idade, mas ele não podia andar muito, não falava direito, tinha tido um AVC.
    Tinham muitas coisas para me chamar a atenção ali, inclusive até esqueci por alguns instantes o motivo que me levou até lá, mas o que me fez parar por alguns instantes e me fez viajar para muito longe dali, foi um breve momento, um simples olhar, um olhar entre o casal de velhinhos. Naqueles poucos segundos, pude ver muito mais que um simples olhar, pude ver sentimentos, uma história inteira resumida em um olhar.
    Ao olhar para o velho marido, com quem era casada há muitos e muitos anos, tinha filhos e netos, vi na senhora uma expressão que passava entre carinho e gratidão. Até me perguntei: "O que será que pode levar uma pessoa a viver tanto tempo com outra e ainda mais cuidar dela com tanta paciência e zelo mesmo depois de tantos anos?". Aquele olhar me respondeu tudo. Muito mais do que zelo, pude ver que a senhora tinha pelo marido muito carinho, muito respeito e principalmente gratidão. Era como se ela falasse "Muito obrigado por tudo o que me deu, o que me fez até hoje. Se estou aqui é para lhe devolver a dedicação que você também teve comigo."
    Ao olhar para a velha esposa o senhor tinha um olhar de fascínio, de encantamento. Ao olhar para sua mulher pude perceber que ele via muito mais do que os olhos cansados, o cabelo meio desarrumado em um rabo de cavalo não tão firme como alguns anos atrás, o sorriso de sempre. Ele a olhava com encanto, como se a estivesse vendo pela primeira vez. Era como ele estivesse dizendo "Você ainda continua tão linda como quando te conheci. Você me encanta a cada dia desde o dia em que me encantei pela primeira vez por você."
    Seus olhares se procuravam, se precisavam. Como se um dependesse do outro para se formar um silencioso "EU TE AMO" dentro do coração de cada um. E mesmo com as dificuldades isso os fazia felizes.
    Pude perceber que uma relação verdadeira e duradoura, não se vale apenas daquele sentimento utópico que todos desejamos ter. Para que duas pessoas possam ser eternamente felizes precisa-se principalmente de amor...e um pouco mais.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Inesperados olhos 2


    Disse que escreveria a partir das minhas decisões, e estou aqui pois fiz uma difícil ontem.
    Peguei um bom espaço dessa minha janela de sonhos para falar dela, uma pessoa que me conquistou, que me encantou. Mi Angel. Falei desses lindos olhos que sempre me pegam de surpresa, e agora não foi diferente. 
    Mais uma vez me vi ali diante daqueles olhos que conseguiram atingir meu coração de uma forma inesquecível. Mas dessa vez era diferente, era para vê-los novamente de longe, fora dos meus. Sim, rompemos. Não digo acabamos pois prefiro usar suas próprias palavras, e acabar quer dizer muito mais que romper. Não acabamos, pois o carinho, o respeito e a amizade não acaba. 
    Dessa vez não me vi diante de olhos esperançosos, encantados. Me vi diante de olhos com lágrimas. Me doeu muito vê-la chorando, quis também chorar, mas ainda não era hora de fazê-lo. Vi nos seus olhos muito além do que escutei pela sua boca. Vi ali uma série de pensamentos que iam muito além e minha compreensão, e preferi, naquele momento, não compreendê-los, apenas aceitá-los. 
    Sofri sim, chorei, mas meu choro irá vir em outro texto, por enquanto me destinarei a ela.
    Você, Mi Angel, foi muito mais importante para mim do que você possa imaginar. Aprendi a respeitá-la, a admirá-la, como nunca admirei ninguém antes. E como me encantei por você. E ainda me encanta. Se falar que não te amo mais estarei mentindo, e não minto você sabe. Mas uma coisa que aprendi na vida é que o amor é muito mais que um relacionamento, é querer a felicidade do outro, é saber gostar só pelo bem querer. Você é muito mais especial, é muito mais encantadora que a maioria das garotas. Você é unica. Sua beleza vai mais além do que seus olhos e seu sorriso. Sua beleza está na sua força, na sua vontade de dar o seu melhor por aqueles que ama. Nunca vi uma pessoa tão linda como você.
     Também peço perdão, pois sei que falei coisas sem pensar, tenho esses problemas de cabeça quente. Talvez não seja tão belo e maravilhoso quanto achava. Também tenho meus defeitos. 
    Não vou desejar alguém te ame mais do que eu te amei, e te amo. Te desejo alguém que te ame do jeito que você precisa ser amada, do jeito que você precise para quebrar essa barreira que foi formada ao redor do seu coração. Te desejo alguém que tire de você o seu melhor, que te faça pensar nele, que te faça ligar para ele, que te faça rir e sorrir só por estar com ele. Espero o amor para você.
    Só tenho a lhe agradecer pois você me ensinou coisas preciosas como a importância da minha família, a lutar por aqueles a quem amo, a ter paciência para aguentar provocações com meu time, a dar valor a pequenos momentos, a ver o verdadeiro valor de uma carta, a ter coragem para fazer o que tenho que fazer, e principalmente a chorar e a amar!
    Cartas cor-de-rosa e um lindo bonequinho de mim mesmo! Um Conjunto Palmeiras Expresso e uma rosa dada! Um sogro buzinando no meu ouvido e uma cunhada me zoando pelo orkut! Várias paradas de ônibus e pesquisas sociolinguísticas! Abraços e beijos! Acho que teremos bons momentos para recordar desse nosso namoro! 
    Guardarei dentro de mim as melhores coisas, e espero que guarde esses bons momentos também!
    Guardarei esses teus olhos que hoje precisam de descanso, pois encantar também cansa. Esses teus olhos que só querem saber amar. Esses teus olhos que esperam poder encontrar alguém que não saia deles. Esses teus olhos tão lindos, profundos e que guardam o melhor de você. 
    BB, minha linda, Mi Angel... Por mais que não estejamos mais juntos, esses teus olhos de menina e de mulher nunca sairão dos meus!

quinta-feira, 3 de março de 2011

E apenas estou aqui...



    E estou aqui de volta, não da forma que queria estar, mas estou, e é isso o que importa!
    Tenho passado por momentos muito intensos da minha vida, momentos estes que não esperava que acontecessem tão prontamente, ou quem sabe apenas não os queria tão depressa. E nesses momentos pude ter sentimentos que não esperava ter um dia, ou pelo menos não os queria assim tão intensamente. Dias, horas, minutos passam sem que chegue a um ponto em que possa para e dizer "É, então agora vai ser assim!". Meus dias estão estão sendo resumidos em antigas e novas frustrações, solidão interior, confusão mental e fé, fé de que conseguirei passar por isso, mesmo com muitos arranhões e cicatrizes.
    Tenho vivido um intenso conflito interior. Parece desenho animado, duas vozes me falando o que tenho que fazer, e eu sem conseguir seguir nenhuma. Não são diabinhos ou anjinhos vestidos de mim mesmo, são meu coração e minha cabeça. Logo eles que sempre andaram tão próximos, que sempre entraram em consenso quando precisei, logo eles...
    Por enquanto apenas penso. Penso no que devo fazer, qual caminho seguir, qual realidade pretendo ter. Pela primeira vez me impedi de sonhar. Não por que não queira sonhar, pois sem meus sonhos não sei o que seria de mim, mas simplesmente pelo fato de conseguir fazê-los. Por mais louco que possa ser não consigo sonhar. Meus pensamentos estão tão afoitos que não consigo. 
    As vezes penso que se não fosse como sou seria menos difícil. Queria não ter um coração tão mole. Queria não me entregar tanto a tudo o que vivo. Queria não ser tão inseguro. Queria não ser tão eu mesmo. Quem sabe se fosse assim não estaria do jeito que estou agora. Um ser em um conflito constante, que aprendeu a chorar, que pensa em seguir seu coração mesmo sabendo que pode não conseguir, que passa o dia esperando os dias passarem, que ainda espera poder encontrar alguém ali do outro lado, que sabe que tem uma forte tendência a sofrer, que ri para sofrer sozinho.
    Ainda escreverei muito sobre esses momentos que estou passando, mas só farei quando para de pensar e voltar a sonhar, pois foi por causa desses sonhos que me fiz aqui.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Constante mutante




    Depois de algum tempo sem escrever, vi que a minha necessidade de escrever era maior do que a necessidade de minhas palavras serem ditas, ou escritas. Nesse tempo eu tive várias novas-velhas impressões que não me sentiria bem se não as mostrasse.
    Nesse tempo parei para observar mais o mundo, as pessoas, os sentimentos que me rodeiam, tudo aquilo que eu via, mas não vivia, tudo aquilo que eu sentia mais necessidade do que eu pensava que teria. Nesse tempo eu cresci, não de tamanho acho que tenho os mesmos 1,80 de antes, mas cresci em experiência, em percepção, em visão, em sonhos.
    Com esse tempo percebi o quão importante são os amigos, que mesmo distantes, mesmo sem falar com você durante um bom tempo, nunca esquecem de tudo o que passaram com você, de tudo o que compartilharam com você, de tudo o que foram com você, que lhe escutam sempre, que te ligam quando sentem saudade, que lhe confiam alguns de seus segredos mais preciosos. 
    Com esse tempo percebi o quão importante é você ter uma família que briga com você, que reclama do que você faz, que te ensina a conviver com você e com os outros, que você acordar com um sorriso no rosto por você acordar olhando para um.
    Com esse tempo percebi o quão é importante é calma, digo calma pois calma não quer dizer necessariamente paciência,pois a paciência é algo muito inconstante, não quer dizer necessariamente espera, pois a espera é uma coisa muito relativa. Inclusive esperar é algo que tenho escutado muito e que tenho visto que é um mal necessário, eu não gosto de esperar, apesar de ter que fazer isso e tenho que ter calma o suficiente para esperar por algumas coisas que creio que possam valer a pena, se bem que a espera nem sempre quer dizer recompensa, as vezes nada muda e você vê que esperou demais. Por isso prefiro a palavra calma, e é ela que me faz superar o desafio da paciência e da espera de cada dia.
    Com esse tempo percebi o quão é importante a auto valorização,  pois devemos saber até que ponto vale a pena se valer do outro, afinal nem sempre vale a pena você se dedicar demais aquilo que talvez não traga nenhum benefício para você. Devemos saber o nosso valor antes de dar total valor aos outros.
    Com esse tempo eu cresci, hoje estou um pouco mais velho que há um mês atrás, hoje estou mais convicto que constantemente passo por mudanças internas, mudanças que me fazem mais racional, mais maduro. Mudanças que nem sempre são tão explícitas, mudanças que poucos são capazes de ver, mudanças que eu mesmo só vejo depois de um certo tempo. 
    Hoje não sou mais o mesmo de ontem, o mesmo da semana passada, nem o mesmo do último texto. Hoje eu vi que não passo de um constante mutante.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

"Sonhe com os anjos!"



    Como sempre, hoje novamente sonhei. Mas algo diferente de tudo o que sonhara antes. Não que os outros tenham sido ruins, não. Mas este foi especialmente diferente. Sonhei com você.
    Nada de lembranças, nada de futuro, nada de pensamentos indecisos, nada além de você, nada além de nós. Não precisava de mais nada ali. Eu, você e um mundo inteiro só pra nós. Meu mundo inteiro só para nós. 
    O cenário não era o algo comum, era o nosso algo. O clima não era frio, nem calor, era o nosso clima. O tempo que se passou...uma eternidade de cinco minutos. Nunca tinha pedido tanto para um sonho não terminar. E não terminou. Continuou e continuará toda vez que estiver contigo.
    Pude te sentir ainda mais perto. Teu cheiro, que nunca sai de mim, estava ainda mais doce. Teu olhar, que nunca sai dos meus olhos, estava ainda mais vivo. Teu jeito, que nunca sai da minha cabeça, estava ainda mais meigo. Seu beijo, que nunca sai da minha boca, estava ainda sublime. Você estava ainda mais linda.
    Éramos apenas nós onde poderíamos ser nós mesmos.
  Pela primeira vez não sonhei com um amor imaginado, um amor esperado, um amor desejado. Sonhei com você, aquela que vivo. Sonhei com amor que hoje vivo.
   Hoje pude fazer o que você sempre me pede. "Sonhe com os anjos!". Sonhei com você mi angel!
    

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Sonhos no papel




    Muitas pessoas arranjam formas de expressar o que sentem. Choro, raiva descontrolada, jogos, bebidas... As vezes apenas o que precisam é de alguém que os escute.
    Não consigo chorar, minhas lágrimas chegam no olho e voltam, não consigo descontar minha raiva em ninguém, não jogo enlouquecidamente, não bebo...apenas escrevo.
    Estrapolo tudo o que não para na cabeça, tudo o que passa no coração com tanta força que não posso segurar, tudo o que fica engasgado na garganta e não sai, tudo o que sou, o que penso, o que vivo, o que sonho.
    No papel é onde consigo ser aquilo além do que todos podem ver, aquele que tem sentimentos que vão além do sorriso, que só podem ser revelados por trás de olhos indecifráveis, que só apenas eu conheço.
    Poderiam me chamar de tolo, insensível, frio. Mas faço dos papéis minha garganta, meus olhos. Coloco em cada linha um pedaço de mim. Tenho até medo de que um dia possa me colocar todo nelas e desaparecer.
    Rabiscos em mesas, borrões esquecidos no fundo da mochila, cartinhas escondidas dentro de livros. Tudo o que escrevo carrega um pouco da minha essência. Quando encontro algo há muito tempo escrito, viajo no tempo junto com aquele pedacinho de mim que estava guardado. "Nossa como era infantil...", "...será que fui eu mesmo que escrevi isso?", "Queria poder viver tudo novamente."
    Quando era criança, brincava de ser escritor, inventava mil histórias de mundos fantásticos, imaginava o que não poderia viver. Quando adolescente confidenciava minhas paixões platônicas, minha raiva por ter crescido, minhas angustias de um quase alguém. Num passado mais breve me divertia falando de coisas alegres, falando as mais variadas besteiras, aprendia a fugir do mundo sorrindo. E hoje escrevo sobre sonhos, sonhos que reúnem desde histórias fantásticas, amores platônicos e besteiras, até meu real incrível cotidiano, amores reais e mais besteiras com as quais rio.
    Acho que não nasci para ser escritor, mas nasci com uma vontade incontrolável de escrever.  Poder colocar meu coração na ponta dos dedos me faz sentir bem, me faz sentir alguém, me faz sonhar ainda mais. O papel é a janela que me faz querer sonhar ainda mais.

sábado, 1 de janeiro de 2011

"O"




    Mais uma vez assim, frustrado, decepcionado, triste consigo mesmo. Talvez tenha até talento para não conseguir dar passos adiante. Talvez não quisesse precisar dar passos.
    Sempre foi titulado como o melhor, o "perfeito", aquele no qual não se poderia esperar erros. Todos sempre queriam o seu mais e o seu melhor. Todos sempre queriam vê-lo sorrir de orgulho por "tudo aquilo que fazia". Todos sempre pediam para que desse conselhos, servisse como exemplo. Uma referência de ser humano, de homem, de filho, de companheiro, de aluno, de cristão, de alguém. Um robô programado para sempre ser "o".
    Apenas ele via o quanto era difícil ser "aquele no qual todos esperam mais". Trabalho hercúleo. E não era semi-deus, nem super-herói de desenho, nem era o homem perfeito, nem era o melhor filho, nem era o príncipe encantado dos contos de fada, nem era o nota 10, nem era o santo, nem era ele próprio ás vezes. Não conseguia ser tudo aquilo que queriam que fosse. 
    Sua maior vontade era apenas que todos enxergassem que ele também tinha seus defeitos, suas falhas. Por mais que tentasse camuflar, tudo o que queria era mostrar que era apenas uma pessoa normal. Tinha medos, receios, desejos, fraquezas que nunca poderiam torná-lo "o". 
    Sua frustração advinha de dentro do seu próprio coração que apenas batia como os outros. Seu peito chorava, por mais que seus olhos continuassem abertos e sua boca estampasse o mesmo sorriso que fazia com que os outros o vissem como inabalável. Porém não queria que os outros sentissem o mesmo. Talvez por isso mantivesse os olhos sempre abertos e o sorriso sempre alerta para quem precisasse. Queria a alegria dos que amava, dos que conhecia, ou não, dos que estavam ao seu redor. Mesmo que essa alegria o fizesse se sentir frustrado por um pequeno sorriso que não se formou, por um pequeno olhar de "esperava mais".
    E calado no travesseiro chorava, não pelos olhos, mas pelo coração. Coração que sempre colocou na palma da mão, por mais que sua cabeça não o deixasse ouví-lo sempre. Coração ferido, não pelos outros, mas por suas mão de tesoura que só o fazem cicatrizes. Coração no qual sempre é cuidado por alguém que espera sempre mais dele. 
    Por mais que escutasse as vozes que lhe diziam "está com bobagem, você é ótimo, todos te adoram, nunca  se esqueça disso" sabia que sempre acabaria fazendo alguém criar expectativas que talvez não pudesse cumprir. Seu medo era que essa pessoa fosse alguém que amava muito. E era isso que o deixava assim, triste. 
   É garoto, a vida é assim mesmo. Enxugue suas lágrimas e siga. Sei que amanhã chorarás novamente. Mas já está tarde e agora só lhe resta dormir e sonhar.