sexta-feira, 10 de junho de 2011
Por que as pessoas boas se vão logo?
Por que as pessoas boas se vão logo? Foi uma pergunta que ouvi hoje. É uma pergunta que desde muito tempo tempo responder a mim mesmo.
Me deparei novamente com uma situação muito triste hoje, que me fez relembrar de uma das maiores dores que já senti nesses meus poucos anos de vida: a morte de uma pessoa muito querida. Não o conhecia, nem tinha nenhum grau de aproximação com ele, o que nos ligava eram pessoas amadas, mas suas descrições o fizeram real em minha imaginação. Uma pessoa que trazia alegria para todos os que conhecia, um pai, um avô.
As lágrimas e as recordações me levaram há um passado não muito distante, em que o dono dessas lágrimas e lembranças era eu. Em janeiro de 2001, tive a perda mais significativa em minha vida. Perdi meu espelho, perdi meu avô. Aquele que eu tomaria como exemplo para toda a minha vida.
Além da sensação da falta, do vazio, o que torna esse momento mais difícil é a sensação de impotência. Me senti um nada diante da força da morte. Demorei muito para me recuperar. O que me fez olhar de novo pra cima e me tornar forte novamente foi saber que tinha alguém que estava pior do que eu, minha mãe. Sei que ela tirou a força de continuar da gente, filhos, e foi por nós que se tornou ainda mais forte, ainda mais viva.
Essa frase e essas lágrimas foram derramadas por un angel, que se diz de asas negras, mas que ainda sim é un angel. Novamente me senti impotente, de uma forma diferente, mas ainda impotente. Tudo o que pude oferecer foi um ombro, o mesmo ombro que um dia carregou seu sorriso mais lindo e bobo, mas que hoje carregaram suas lágrimas mais doloridas. E tive que novamente me fazer forte, pois a dor pesa muito e as recordações também, mas pelas pessoas que amamos vale a pena aguentar um pouco.
O que me faz um pouco mais aliviado é saber que que essas pessoas se vão porque tem Alguém que precisa delas mais do que a gente. Sei que elas estão em lugares muito melhores, um lá em cima, ao lado de DEUS, e em outro bem aqui do lado esquerdo do nosso peito, marcados eternamente em nossos corações.
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