quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Sonhos no papel
Muitas pessoas arranjam formas de expressar o que sentem. Choro, raiva descontrolada, jogos, bebidas... As vezes apenas o que precisam é de alguém que os escute.
Não consigo chorar, minhas lágrimas chegam no olho e voltam, não consigo descontar minha raiva em ninguém, não jogo enlouquecidamente, não bebo...apenas escrevo.
Estrapolo tudo o que não para na cabeça, tudo o que passa no coração com tanta força que não posso segurar, tudo o que fica engasgado na garganta e não sai, tudo o que sou, o que penso, o que vivo, o que sonho.
No papel é onde consigo ser aquilo além do que todos podem ver, aquele que tem sentimentos que vão além do sorriso, que só podem ser revelados por trás de olhos indecifráveis, que só apenas eu conheço.
Poderiam me chamar de tolo, insensível, frio. Mas faço dos papéis minha garganta, meus olhos. Coloco em cada linha um pedaço de mim. Tenho até medo de que um dia possa me colocar todo nelas e desaparecer.
Rabiscos em mesas, borrões esquecidos no fundo da mochila, cartinhas escondidas dentro de livros. Tudo o que escrevo carrega um pouco da minha essência. Quando encontro algo há muito tempo escrito, viajo no tempo junto com aquele pedacinho de mim que estava guardado. "Nossa como era infantil...", "...será que fui eu mesmo que escrevi isso?", "Queria poder viver tudo novamente."
Quando era criança, brincava de ser escritor, inventava mil histórias de mundos fantásticos, imaginava o que não poderia viver. Quando adolescente confidenciava minhas paixões platônicas, minha raiva por ter crescido, minhas angustias de um quase alguém. Num passado mais breve me divertia falando de coisas alegres, falando as mais variadas besteiras, aprendia a fugir do mundo sorrindo. E hoje escrevo sobre sonhos, sonhos que reúnem desde histórias fantásticas, amores platônicos e besteiras, até meu real incrível cotidiano, amores reais e mais besteiras com as quais rio.
Acho que não nasci para ser escritor, mas nasci com uma vontade incontrolável de escrever. Poder colocar meu coração na ponta dos dedos me faz sentir bem, me faz sentir alguém, me faz sonhar ainda mais. O papel é a janela que me faz querer sonhar ainda mais.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Somos bem parecidos, quando eu era criança queria ser escritora, descobri da pior forma que nao tenho talento para isso, entao como uma escritora frustada ,comecei a escrever, escrever só para mim, nos meus pedaços de folhas, nos bloquinhos, nas cartas que eu escrevia e escrevo.coleciono todas as cartas , postais que recebi durante minha vida, e vivo relendo.fico impressionada com os meus erros de ortografia, como eu era burra kkkkk, mas os erros ajudam de alguma maneira.continue a escrever, é a melhor terapia que existe, vai por mim psicologos pe perda de tempo e dinheiro hehehehehehe. Escrever é o dom mais sublime que a vida e Deus pode nos dá, besos
ResponderExcluir